Iroko é o Orixá do Tempo, cultuado no candomblé do Brasil, pela nação Ketu, e habita a árvore ficcus gomelleira ou gameleira branca. Nos terreiros, costuma-se manter uma dessas árvores assinalada por um “ojá” (laço de pano branco) ao seu redor.
Iroko foi a primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes Orixás desceram à Terra. Representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós e também o seio da natureza, a morada dos Orixás.
Desrespeitar Iroko (a grande e suntuosa árvore) é o mesmo que desrespeitar a sua dinastia, o seu sangue…
É o Orixá Iroko, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha e cobra o cumprimento do Karma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo.
Dia da Semana: Terça-feira.
Cores: Branco, Verde (ou Cinza) e Castanho
Símbolo: Lança, Grelha
Domínios: Tempo, Vida e Morte
Saudação: Iroko I Só! Eeró!

Falo sobre Iroko para homenagear um grande baiano que soube escrever e representar, melhor do que ninguém, a sua terra, suas origens, seu povo com suas crendices e cores. Exercia o posto de honra de
Obá de Xangô no terreiro Ilê Opó Afonjá. Dez de agosto também é dia de Jorge Amado, um dos meus escritores preferidos, cujo "Subterrâneos da liberdade" escrito em 3 volumes, me faz verter lágrimas a cada (re) leitura. Seus tantos outros livros são uma declaração de amor à Bahia. Hoje ele estaria completando 99 anos. Salve Jorge!
Fontes: