sexta-feira, 29 de julho de 2011

Caixa Preferencial


Caso 1 - Iara deixa seu bebê de quatro meses dormindo, aos cuidados da babá, enquanto dá um pulinho até o supermercado para comprar lenços umedecidos. Sabia que não tinha muito tempo, seus seios já estavam cheios e dali a pouco o seu neném estaria com fome. Como era de se esperar as filas estavam enormes e ela se dirigiu ao caixa preferencial porque precisava amamentar. De repente escuta uma voz de mulher, vinda lá de trás berrando:
- TEM GENTE AQUI NA FILA ERRADA!
Todos continuaram tranquilos, mas Iara se incomodou. Já não estava com muita paciência, estava com pressa e ainda tinha que aguentar  barraco na fila. Era só o que faltava! 
A mulher não satisfeita berrou de novo: 
- TEM UMA MOÇA GORDA QUE ESTÁ SE FINGINDO DE GRÁVIDA SÓ PARA FURAR FILA! 
Iara, com seus seios fartos, se virou para trás e perguntou: - Ei, é comigo?
Sem nem esperar pela resposta, não titubeou, colocou um peito pra fora, apertou o bico e esguichou leite na direção da maluca berrante. Agora a senhora me permite ficar nessa fila?
Não precisou. Todos à sua frente abriram caminho para ela passar.
Iara pagou a sua compra e foi para casa aliviada. 


Caso 2 - Cleide - 53 anos - já tinha mais de meia hora na fila única dos caixas eletrônicos de um banco. Quando chega a sua vez, o terminal que vagou  ficava bem ao lado do caixa reservado aos idosos e que tinha apenas duas pessoas, uma senhora que já estava operando a máquina e outra aguardando.
Cleide se adianta, mas foi interrompida pela "idosa" que aguardava e que lhe disse que havia sido desrespeitada, pois era a sua vez.
- Desculpe, disse Cleide, mas a senhora chegou agora, estava na fila dos idosos e já ia utilizar a máquina. Eu aguardei pacientemente a minha vez durante mais de 30 minutos. Eu não entendo que a tenha desrespeitado.
- Eu sei que eu não pareço a idade que eu tenho  mas daqui a poucos anos eu já vou completar 60, falou a  aparente  "idosa" orgulhosa.
Cleide não aguentou, enfiou o seu cartão na máquina, olhou para a senhora e disse taxativa:
- Pois eu acho que entre nós duas eu sou a mais velha e nem me pergunte a minha idade, porque eu não te digo! Só conto para padre no confessionário e para médico em consultório.
- Pôxa, nem parece...
A outra, conformada, enfiou a viola no saco e teve que aguardar a sua vez. 

17 comentários:

Magia da Inês disse...

°º✿
º° ✿✿♥ ° ·.
BOM FIM DE SEMANA!
°º✿
º° ✿✿♥ ° ·.
Beijos.
Minas
°º✿
º° ✿✿♥ ° ·.

Razek Seravhat disse...

São contos do cotidiano que nos fazem escrever e se assim não fizermos nos sentimos violentamente agredidos. Tipo traindo a si próprio. Confesso que não aprecio muito esse estilo literário, mas devo salientar que você sabe como encorajar o leitor para que ele não desista antes do desfecho.

Ternura sempre!

Artes e escritas disse...

Histórias do cotidiano que nos fazem refletir o quanto o ser humano é complexo. Um abraço, Yayá.

CEM PALAVRAS disse...

Inês,
obrigada por ter vindo aqui hoje.
Bom fim de semana para você também!
beijos

CEM PALAVRAS disse...

RazeK,
Obrigada por suas palavras. Fiquei feliz com o seu comentário. Eu também tenho as minhas preferências, mas na hora de escrever aqui no blog, as palavras não têm patroa. São elas que ditam o que vai ser publicado.
beijos

CEM PALAVRAS disse...

Yayá,
São casos como esses que acontecem sempre aos nossos olhos que nos fazem refletir sobre diversos assuntos, entre eles - o respeito.
beijos e volte sempre

Priscilla Cavazzotto disse...

Passando para lhe desejar um bom domingo!
Beijos meus

Nathalia =) disse...

que lindo seu blog, estou adorando ler!!! jah estou seguindo!!! :) me segue tb??? estarei sempre por aqui! beijocasss =D

Nathalia =) disse...

canceriana legítima!!! heheehe acertou na mosca!!!!
kkkkkkkkkkkkk
boa noite, amanhã estarei aqui novamente! beijoca

Mônica disse...

Como história puxa história.
Vou contar. Mamae estava gravida e foi ao Banco do Brasil em Varginha. Quando gravida sempre teve pressão baixa e ao ficar na fila( naquela época não havia preferencia) desmaiou.
Correram , chamaram papai e não sei mais o que fizeram para ela acordar.
NA outra semana assim que entrou no banco viu a diferença. Em todo canto da sala uns baitas ventiladores. Acharam que tinha sido o calor daquele verão de 1967.
com carinho Monica

Vinicius.C disse...

Contar a verdade- falar sobre como a vida é, pode parecer chato- uma repetição mas não é... delicia ler você!

Um beijo enorme e um ótimo sábado!

Estou esperando por vc no Alma!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Olá.

As palavras
que inspiram
o sorriso
são valiosas
para a vida.

Que em ti haja a alegria
de uma manhã de sol...

Sandra Botelho disse...

As vezes medidas assim são necessarias...Gostei daqui, obrigada pela visita em meu blog.
Bjos achocolatados

CEM PALAVRAS disse...

Nathalia,
Já visitei seu blog e deixei uma mensagem para você lá.
Volte sempre, beijos

CEM PALAVRAS disse...

Moniquinha e Vinicius,
A cada postagem nova, eu revisito vocês. Não os abandono nunca!
beijos

CEM PALAVRAS disse...

Priscilla e Sandra,
Obrigada pela visita.São sempre bem vindas!
beijos

CEM PALAVRAS disse...

Aluisio,
Já estou seguindo seus três blogs.
Prazer em encontrar um professor que ama o seu ofício.
abraço forte